domingo, 25 de maio de 2014


Na cidades sedes de são paulo:


 são paulo parada



Terminal Lapa (zona oeste), na manhã desta quarta-feira | Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress

Pelo segundo dia, motoristas e cobradores de ônibus estão impedindo a circulação de coletivos em São Paulo. Pelo menos 19 terminais de ônibus estão fechados na cidade. Estão totalmente fechados os terminais Mercado do Expresso Tiradentes, Lapa, Pinheiros, Pirituba, Casa Verde, Sacomã, Santo Amaro, João Dias e Vila Nova Cachoeirinha. Os terminais Parque Dom Pedro II, Princesa Isabel, Santana, Barra Funda, Jardim Britânia, Grajaú, Capelinha, Guarapiranga, Aricanduva e AE. Carvalho estão abertos, mas com menos ônibus do que o normal. Segundo a SPTrans, 300 mil pessoas são prejudicadas. 11 garagens de cinco empresas estão fechadas: Santa Brígida, Sambaíba, Gato Preto, Via Sul e VIP.

A reivindicação dos funcionários é de pelo menos 15% de reajuste salarial e R$ 5 de alta no vale refeição, além de plano de saúde e cesta básica melhores. A proposta de 10% de aumento e mais R$ 2 no vale, feita pelas empresas, não agradou a categoria.

A CET suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta quarta para carros e caminhões.

Garagens paralisadas

A viação VIP têm duas garagens uma na zona leste e outra da região do M’Boi Mirim; a garagem da zona leste funciona normalmente, apenas os motoristas e cobradores da garagem da M’Boi Mirim paralisaram. Ainda na região Sul da cidade, no bairro do Cursino, funcionários da Viação Sul paralisaram uma garagem. Motoristas e cobradores da Viação Sambaíba, em Tremembé, paralisaram 4 garagens. Ainda na zona norte da capital, os funcionários da Viação Santa Brígida paralisaram uma garagem e um pátio. No bairro do Jaguaré, na zona oeste, motorista e cobradores da Transpass tiveram paralisação parcial; no bairro da Lapa, funcionários da Viação Gato Preto paralisaram duas garagens. Ao todo, em São Paulo, 11 garagens, e 19 terminais estão completamente paralisados. No fim da madrugada, a viação Campo chegou a interromper o serviço de transporte, mas retomou os trabalhos por volta das seis e meia da manhã de hoje.

Rodoviários e sindicato se reúnem

Representantes dos sindicatos patronais e dos grevistas de empresas de ônibus da capital paulista irão se reunir na tarde desta quarta-feira na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo com o objetivo de tentar um acordo para acabar com os protestos iniciados na terça-feira.

O corredor da av. Francisco Matarazzo está vazio nesta quarta-feira | Stephan Rozenbaum/SulAmérica Trânsito

Empresas vão buscar funcionários em terminais

Supervisores de empresas de serviço de limpeza e segurança utilizam a própria frota de carros para buscar funcionários em terminais de São Paulo que não estão recebendo ônibus nesta quarta-feira.

Duas companhias mandaram buscar pelo menos 10 funcionários no Terminal Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista. Segundo eles, a medida é uma estratégia para tentar garantir que os trabalhadores cheguem às empresas nesta manhã.

Ao Café com Jornal, um funcionário contou o drama que enfrenta com a paralisação. Acompanhe:


Haddad: ‘Também fui pego de surpresa’

O prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirmaram que a prefeitura foi pega de surpresa pela paralisação de motoristas e cobradores de ônibus. O prefeito classificou o ato como sabotagem. “Esse tipo de sabotagem é difícil de resolver, porque botar um ônibus na transversal e jogar a chave fora não é simples de resolver”, afirmou.

Segundo Haddad, a prefeitura foi informada na noite de anteontem de que não haveria greve porque os funcionários tinham aceitado a proposta das empresas. “Esta paralisação foi feita por um grupo que não representa a categoria. É caso de polícia”.

A prefeitura estuda, agora, acionar as polícias Federal e Civil para tentar identificar quem são os responsáveis pelo movimento. Até a participação de empresas de ônibus será investigada. O Ministério Público também foi acionado para apurar o caso.

O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que prepara um dossiê para apresentar aos promotores. “Estamos fazendo levantamento de tudo o que aconteceu, pessoas que jogaram a chave do ônibus fora, pessoas que furaram pneus, tudo isso estamos levantando”, disse Tatto.

O presidente do Sindimotoristas, Valdevan Noventa, afirmou que cerca de 4 mil funcionários da categoria participaram da assembleia, que aprovou o aumento de 10%.

isto e o pais do futebol que vai abrigar a "copa do mundo"

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